O grande segredo de como trazer dinamismo, agilidade e criatividade para o seu negócio em poucos meses

O grande segredo de como trazer dinamismo, agilidade e criatividade para o seu negócio em poucos meses

O desafio de qualquer organização nos dias de hoje, muito mais do que apenas cuidar do seu produto, serviço ou dos processos, é atrair e treinar talentos para liderar e tomar decisões mais assertivas para o negócio.

É um desafio comum, independentemente da fase de desenvolvimento ou tamanho de qualquer empresa. Talvez possamos até considerar que seja uma tarefa maior nas pequenas empresas, que com menos recursos, muitas vezes precisam produzir muito mais para poder concorrer de igual para igual com seus concorrentes de porte maior. As startups são exemplos vivos dessa situação.

A necessidade de liderar pessoas vem aumentando e se ampliando, tanto pela mudança dos mercados como também pelo próprio anseio das pessoas lideradas. A velocidade dos acontecimentos no mundo e as transformações que ocorrem nos mais diversos segmentos é um outro fator que está exigindo cada vez mais atenção e preparo de todos para superar os desafios do dia a dia, fatores que exigem mais das pessoas no sentido de serem capazes de agir na direção estratégica traçada e definida pela empresa.

Venho notando que já não é de hoje, mesmo com todo avanço da tecnologia e a evolução dos estilos de gestão e liderança, que líderes se utilizam de aprendizados militares para gerirem seus negócios e liderarem suas equipes. É uma percepção que realmente tenho!

Mas calma, isso não quer dizer que as coisas são (ou devem ser) rígidas, ditatoriais ou algo parecido.

Permitam-me trazer uma breve recordação pessoal. Certa vez perguntei a um Vice-Presidente de uma grande organização onde trabalhei, o motivo dele gostar tanto de ler livros de táticas e histórias de guerras. A resposta ecoa na minha mente até hoje, pois ele me respondeu: “porque quem conta são os vencedores, os sobreviventes, e eu posso aprender muito com eles”!

Passei então a prestar atenção e analisar empresas de destaque nos mais diversos segmentos no mundo inteiro, desde pequenas empresas até grandes empresas. Percebi que cada vez mais, muitas estratégias estão baseadas em aprendizados militares, sejam antigos ou novos, pelo menos em algumas empresas que mais se destacam em seus segmentos.

E neste texto quero explorar o raciocínio de um ensinamento que se baseia em dar o poder de decisão para as pessoas que estão à frente dos negócios, que estão em contato direto com os clientes.

Ser capaz de decidir é ter liberdade de agir para executar determinadas ações ao invés de pedir a opinião ou esperar que o seu superior decida

Mas para que isso ocorra de forma adequada, muitas vezes é preciso ensinar as pessoas a tomarem decisões, isto porque não adianta dar o poder da decisão sem antes trabalhar o desenvolvimento desta habilidade tão importante para os negócios, seja pela assertividade das decisões, seja pela rapidez ou por outro motivo. Ser capaz de decidir é ter liberdade de agir para executar determinadas ações ao invés de pedir a opinião ou esperar que o seu superior decida.

E neste cenário, participar de treinamentos comportamentais passou a ser algo positivo para as pessoas que querem se desenvolver e alçar voos mais altos, sendo uma alternativa rápida e eficaz de importantes aprendizados e da busca de autoconhecimento.

Quando somos capazes de dar poder para que as pessoas decidam, empoderamos as pessoas e os resultados que podemos esperar de pessoas empoderadas, na maioria das vezes, é muito superior. E acredite, os clientes da empresa irão perceber facilmente isso e os negócios vão se transformar para melhor!

Precisamos também permitir que as pessoas possam errar nas decisões. De nada adianta uma pessoa ter o poder de decisão, mas não ter o direito de cometer um erro, afinal de contas estamos falando de pessoas, de seres humanos.

Quando se trabalha este poder de decisão, acaba-se criando um pensamento empreendedor e se evita que as pessoas adotem uma postura de apenas reclamarem ou apontar defeitos ou problemas. Elas acabam desenvolvendo a capacidade de encontrar soluções sozinhas e também de implantar mudanças, características essas de grandes empreendedores.

Uma fala do fundador da Amil, Edson Bueno faz muito sentido, pelo menos para mim: “se você traz um problema e não traz a solução, você passa a ser parte do problema”.

Agora, pense num local onde a hierarquia é algo tão importante e respeitada (área militar). Mesmo assim, muitos são treinados para tomarem decisões em momentos cruciais, e se isso ocorre num local tão cheio de regras e hierarquia, creio verdadeiramente que é possível em qualquer outro lugar (e nas empresas).

Fica a pergunta: você está incentivando as pessoas a lhe trazerem problemas ou soluções?

Pense nisso e comece a dar poder as “pontas”!

Luis Fernando Freitas

Fonte: noticias.dino