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O processo degenerativo das articulações é extremamente doloroso, por isso, os sinais mais evidentes de que o cachorro sofre deste mal são o ato de mancar, evitar se locomover e lamber excessivamente o local.

Chamada cientificamente de osteoartrite crônica, a doença é mais comum a partir dos seis anos de idade e as raças mais propensas são o pastor alemão, o labrador e o rotweiller.
A artrose leva a limitação ou a imobilidade total, já que as cartilagens são destruídas e o osso calcifica, mas antes de chegar neste ponto, o animal já demonstra que precisa de ajuda e o agravamento pode ser evitado. Segundo o veterinário especialista em ortopedia Antônio Geraldo de Barros, a artrose é sempre decorrente de uma artrite, que é um processo inflamatório da articulação cujas causas podem ser traumas, infecções ou bactérias e vírus. “É bastante doloroso, mas tem como evitar que evolua”, afirma o especialista.
As articulações coxo-femural (quadril), joelhos e cotovelos são as mais afetadas no caso dos cães. A doença é relacionada ao envelhecimento, afinal, o processo de evolução é lento e vai se agravando com o passar do tempo. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento que pode ser realizado através do uso de medicamentos ou cirurgia. O veterinário destaca que atualmente existem rações de boa qualidade que são ricas em cálcio, fósforo e glicosamina. Os suplementos ajudam a formar boas articulações e esta seria uma forma de prevenção.
Se o cachorro evita se locomover, correr, brincar e subir escadas há grandes chances de estar com dor e esta deve ser investigada. Apesar de estar relacionado ao avanço da idade, o problema não é exclusividade dos idosos. Isso porque, outros fatores, como a pré-disposição genética e a má formações, também causam artrose e neste caso até animais jovens são acometidos. O exame clínico, feito pelo especialista, é essencial para o diagnóstico, porém, recursos como o raio X, a ressonância e a artroscopia também podem ser utilizados.
Minimizar o sofrimento do cachorro é um dos principais objetivos do tratamento, que para alcançar este objetivo busca interromper o avanço da doença. O tipo de terapia depende da gravidade do quadro. Os mais simples são controlados com medicamentos, enquanto os mais graves precisam de cirurgia.
Baseado em pesquisas, o veterinário afirma que somente 20% dos cães domésticos no Brasil frequentam os consultórios veterinários. O ideal seria que todos os animais de estimação passassem por avaliações periódicas, pois esta é uma maneira de evitar doenças e outras complicações. “Os proprietários devem pedir exames de rotina a partir dos seis anos de idade do cachorro e observar seu comportamento”, indica.
Fonte: Tribuna de Petrópolis – O melhor Jornal de Petrópolis e Distritos
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