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Sex, 22 de Janeiro de 2010 10:38 |
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Algumas medidas são essenciais antes de arrumar as malas e garantem o bem-estar do pet na ausência do dono. Fonte: Tribuna de Petrópolis

Falta menos de um mês para o carnaval e quem vai viajar precisa pensar onde deixar ou quem contratar para cuidar do cão ou gato de estimação. Alimentação, higiene e atenção são algumas das necessidades básicas dos bichinhos e que precisarão ser supridas pelo estabelecimento ou pelo tratador durante a ausência do dono. O ideal é que a questão seja definida com antecedência e que seja feita uma adaptação. Segundo a veterinária Rosana Portugal, a família que vai se ausentar tem duas alternativas: deixar o animal em um hotel especializado ou na própria casa, pagando alguém de extrema confiança para ir ao local duas vezes por dia. Para a especialista, deixar o cachorro sozinho está fora das possibilidades. “Deixá-lo sem cuidados, preso a uma corrente, com a ração fermentando sob sol e chuva, com ratos, baratas e outros problemas, não é humano. Como é possível curtir o passeio com este peso na consciência?”, questiona. No caso dos gatos, desde que se trate de períodos curtos, como um fim de semana, é viável deixá-los dentro de casa com comedouro e bebedouro do tipo contínuo e caixinhas higiênicas com areia. Mas, ainda assim, é indicado pedir a um vizinho ou amigo que vá conferir se tudo está bem, pelo menos uma vez ao dia. “Os gatos são mais independentes e, apesar de sentirem saudades, conseguem ficar bem sem seus donos por curtos espaços de tempo”, explica a especialista. Se a melhor opção for um hotel, o primeiro passo é encontrar pessoas que já tenham utilizado o serviço do estabelecimento para saber como foi a experiência. A veterinária lembra que também é interessante fazer uma visita surpresa e então verificar as condições de higiene, estrutura, tratamentos incluídos e a equipe que vai cuidar do bichinho. “Os proprietários não devem ter receio de tirar suas dúvidas com medo do animal sofrer algum tipo de represália. Em minha experiência, quanto mais exigente o cliente for, mais atenção e melhor será o serviço oferecido ao pet”, diz a profissional. Caso seja a primeira vez que o cachorro vá ficar fora de casa, Rosana sugere que o dono passe um dia no local para ele se habituar à nova rotina. Dessa forma, é possível identificar e resolver possíveis problemas antes da viagem. Os gatos devem ficar em um setor próprio e o ideal é que os cães de pelo longo sejam tosados. A especialista destaca que geralmente os animais ficam bem depois da despedida e os donos podem ficar despreocupados se todas as providências forem tomadas. A família precisa deixar um telefone de contato que funcione a qualquer hora, assim como do veterinário que assiste ao cachorro ou gato. Além disso, a carteira de vacinação e a vermifugação devem estar em dia para evitar a transmissão e a contração de doenças. “O dono deve informar caso o animal faça uso de algum medicamento, e o horário e o tipo de ração a qual ele está acostumado devem ser mantidos para evitar problemas gástricos”, ressalta a profissional.
Para cada caso uma escolha Mas há quem prefira pedir ou contratar uma pessoa para ir à própria casa cuidar do animal. Neste caso é indispensável que se trate de alguém muito confiável, como um parente ou um amigo próximo. Esta é a melhor alternativa, inclusive, para bichinhos que fazem uso de medicação diária como os que tem epilepsia, cardiopatias, hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo (distúrbio associado a concentrações aumentadas de cortisol) e diabetes, entre outras. “Todos os riscos de uma hospedagem devem ser pesados nestas situações”, alerta Rosana. Uma das vantagens de manter o animal em casa é que a possibilidade dele deixar de se alimentar ou de ter outros distúrbios em função da saudade é reduzida em 50%, segundo a especialista. Mas ela lembra que a frequência de visitas do tratador deve ser de no mínimo duas vezes ao dia e que não basta apenas higienizar o ambiente e colocar comida e água, é preciso que o cão ou gato sejam soltos, dêem uma voltinha e recebam carinho e atenção. “A pessoa pode ser recompensada financeiramente ou com um presente na volta da viagem. É uma opção mais em conta e de menor risco”, define a veterinária. Rosana recomenda sempre uma consulta prévia para certificar o bom estado de saúde do animal. Ela destaca que pet's com doenças infecto-contagiosas como escabiose, micoses, tosse dos canis e giárdia não devem ser hospedados. “Em caso de hotéis com área de lazer comunitária estas exigências são ainda mais importantes. Mas vale lembrar que mesmo com canis separados, sem contato direto dos hóspedes entre si, pode haver veiculação de doenças”, explica. O mais importante é garantir a saúde e o bem-estar do pet na ausência do dono, porém, a veterinária lamenta o fato de que nem todos sejam responsáveis com seus animais de estimação. Segundo ela, não são raros os casos de cachorros e gatos que chegam às clínicas em estado de desnutrição extrema, intoxicados por ração estragada ou com bicheiras. “Geralmente eles são resgatados por um vizinho caridoso ou um protetor. Será que se fosse conversado antes esta mesma pessoa não poderia ter ficado responsável pelos cuidados, evitando o sofrimento bicho?”, questiona.Leia mais em: Tribuna de Petrópolis
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