Até pouco tempo buscava-se o saber, claramente expresso por Conhecimento.
Logo as empresas perceberam que somente ele era insuficiente para fazê-las crescer. E mais, Conhecimento sem aplicação prática é como um perfume sem fixador, em pouco tempo perde o cheiro.
Então entra em cena a Habilidade, ou o saber fazer. O profissional do passado recente precisava de Conhecimentos e de Habilidades. Hoje se sabe que apenas esses dois aspectos são insuficientes para as empresas se manterem vigorosas no ecossistema empresarial.
Um terceiro ingrediente passou a ser procurado pelos gestores de pessoas: a Atitude, ou saber ser.
Assim, o C.H.A. (Conhecimento, Habilidade e Atitude) passou a ser sinônimo de competência profissional.
Cada vez mais entram no mercado de trabalho pessoas com informações cada vez mais aprofundadas sobre determinados grupos de assuntos e dessa forma o saber passa quase que a se banalizar ou, ao menos, passa a ser uma coisa que todos possuem. Um grupo menor de pessoas, além de conhecerem profundamente sobre a área de atuação possui características que as permitem transportarem conceitos teóricos para o mundo real e, portanto mutável. Mas o que dizer daquele seleto grupo que além desses quesitos são atletas da corrida empresarial? Alguém pode imaginar o Giba da Seleção de Vôlei sem saber se portar em uma partida? Sim! É a ATITUDE o grande diferencial humano na atualidade. Quando tudo parece perdido o Profissional Líquido tira de suas entranhas uma energia renovadora e revigoradora que o faz transmutar aquela situação desesperadora.
Interessante observar que maioria das instituições de ensino universitário no Brasil, quiçá no mundo, continua privilegiando apenas o primeiro dos componentes do C.H.A. Algumas poucas, principalmente por conta de docentes antenados com o mercado, desenvolvem Habilidades importantes como, por exemplo: trabalhar em time, apresentar idéias em público, construir novas variáveis a partir de situações-problemas, dentre outras. Mas qual instituição se preocupa realmente em fomentar Atitudes em seus programas de ensino?
Um outro aspecto importante a ser ressaltado é o fato de que antigamente, até por força da especialização preconizada por Ford, os profissionais detinham grande conhecimento sobre um determinado assunto. Hoje não se espera de um profissional o domínio de apenas um dos vetores do conhecimento, ao contrário, e sim aquele que é capaz de deter aprofundado saber sobre uma área do conhecimento. É a era do profissional multi-especialista. Alinhado com essa característica é interessante observar que empresas de saúde em todo mundo estão apostando no médico de família, um multi-especialista." (1)
*Oscar Correia – Professor, consultor e palestrante.
Autor dos livros:
O Profissional Líquido e Kit de sobrevivência para nova economia
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(1) O Profissional Líquido - Um olhar comportamental sobre o novo colaborador