Fonte: Agência Brasil O funcionamento das delegacias especializadas no atendimento à mulher durante 24 horas é o próximo objetivo da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que comemora bons resultados nessa proteção, a cada ano, com o aumento de denúncias contra casos de violência e maus tratos.
Esse quadro melhorou depois que foi implantado, há quatro anos, o serviço Disque Denúncia, por meio do telefone 180. A titular da secretaria, ministra Nilcéa Freire, argumenta que "a existência da Lei Maria da Penha e o funcionamento eficaz dos serviços especializados em todo o país encoraja as mulheres a buscar proteção, ante a expectativa de que podem ter resultado para a sua situação doméstica".
De acordo com dados da secretaria, vinculada à Presidência da República, de janeiro a dezembro de 2009 a Central de Atendimento à Mulher registrou 401.729 chamadas, com aumento de 49% sobre o ano de 2008, quando foram recebidas 269.977 ligações.
São Paulo teve o maior número de atendimentos, com 119.133 registros (30% do total), seguido do Rio de Janeiro, com 52.246 ligações (13,27%) e Minas Gerais, com 28.092 (6,99%).
Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, Nilcéa Freire afirmou que a ampliação dos plantões de atendimento é importante para aperfeiçoamento da proteção institucional à mulher, porque "a violência não tem hora para acontecer".
As atendentes que recebem as ligações são treinadas para que as denunciantes tenham "um acolhimento o mais natural possível".
As delegacias dispõem de um script sobre os serviços que podem ser acionados para cada caso, na esfera policial e no judiciário, por exemplo. Há também pessoas treinadas para fazer aconselhamento, pois, segundo a ministra, há ligações de pessoas que só estão preocupadas "com alguma coisa estranha que está se passando na vizinhança e querem ouvir opinião sobre o que fazer".
A secretária destaca que, de acordo com pesquisa de opinião realizada em 2009 entre as mulheres, a principal razão da relutância em fazer denúncias é o medo de represália por parte dos algozes.
"As vítimas têm medo de serem mortas, o que pode acontecer mesmo se as agressões não cessarem através da intervenção das delegacias especializadas", completa Nilcéa.
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