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CAP é referência na produção de material didático para cegos PDF Imprimir E-mail
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Fonte: Subsecretaria de Comunicação RJ

Promover a inclusão social de alunos deficientes visuais em escolas regulares e quebrar os preconceitos são as principais missões do Centro de Apoio ao Atendimento de Pessoas Deficientes Visuais (CAP), que conta com duas unidades no Rio: em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, e em Itaperuna, no interior do Estado. Além da criação, produção e adaptação de material pedagógico voltado a estudantes cegos e de baixa visão dos ensinos Fundamental e Médio, o núcleo é responsável pela formação de professores e pelo atendimento a profissionais da área e a famílias.

Iniciativa do MEC, o CAP São Gonçalo foi fundado em março de 2002. Hoje é referência na rede estadual em produção de cadernos, apostilas e livros em Braille, alto relevo e escrita ampliada das disciplinas Português, Matemática, História, Geografia, Biologia, Física, Química e Inglês. O material é enviado pela Secretaria de Educação, a custo zero, para escolas regulares de todo o Estado, beneficiando cerca de mil estudantes deficientes.

O trabalho, desenvolvido por oito pedagogas, ganhou este ano o reforço de uma professora de Geografia, que ajudou a representar de forma mais fiel texturas e formas. Assim, foi possível produzir mapas geográficos completos, divididos por região, clima e relevo, com legendas que transmitem ao leitor a noção de escala, um recurso que nunca havia sido utilizado.

A tradução de livros didáticos e literários são as funções mais minuciosas. Segundo Isabel Cristina Portella, coordenadora do CAP São Gonçalo, existe um grande cuidado com o emprego de palavras na adaptação de gráficos e textos para o Braille, a fim de evitar erros de interpretação.

– Para traduzir um quadrinho, por exemplo, é preciso descrever cada cena, cada detalhe para que a criança entenda o que se quer dizer. Temos que usar a imparcialidade e a criatividade, consultar outros profissionais. O grande problema é que não existe muita mão-de-obra especializada, e é essa lacuna que o CAP quer preencher - afirma.

Sistema DosVox

Ocupando três salas do Ciep Professor Djair Cabral Malheiros, no bairro Paraíso, o CAP conta com biblioteca, sala de recursos, alfabetário e uma ala equipada com termoforme - máquina para moldar a película plástica que dá relevo a textos e imagens –, impressora Braille e computadores providos do sistema Dosvox, editor de texto com sintetizador de voz, para que o aluno ouça a pronúncia da letra ao encostar no teclado. O programa, desenvolvido pelo professor Antonio Borges, da Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com o Ministério da Educação (MEC), tem jogos educativos e está disponível para download na internet pelo site intervox.nce.ufrj.br/dosvox/.

Professores das redes municipal, estadual e até mesmo de escolas particulares procuram CAPacitação para lidar com alunos deficientes. Por ano, são oferecidas 20 vagas em cada uma das duas turmas de Técnica de Leitura e Escrita em Braile, com carga horária de 60 horas, entre outros cursos. Durante as aulas, os profissionais aprendem a usar a reglete, prancha de madeira ou metal para a escrita em Braille, e o punção, com o qual são feitos furinhos ou relevos em papel 40 quilos, além da máquina Perkins, utilizada para o mesmo fim. Também são lecionadas técnicas para confecção de material em alto-relevo e emprego de recursos de colagem e pintura para substituir ilustrações de livros como gráficos, mapas, fotos do corpo humano, imagens de células, conjuntos e formas geométricas.

– Recebemos aqui professores de várias partes do Estado e levamos nosso trabalho a cidades onde há necessidade de qualificação dos professores. Esse ano, nosso programa itinerante percorreu Vassouras, Valença, Macaé, Itaboraí, Magé e Teresópolis – enumera.

Isabel explica que o trabalho é humanizado, quase individual. No início do curso, os professores são vendados e manipulam todo o material que será enviado aos alunos. Essa experiência, segundo a coordenadora, é fundamental para que eles tenham ideia das dificuldades enfrentadas devido à falta de visão. O grande desafio é convencê-los a tratar crianças e adolescentes deficientes da mesma forma que os alunos regulares.

– A criança que perde a visão por algum motivo tem que ser realfabetizada no sistema Braille, mas, geralmente, ela tem mais facilidade de entendimento na formação de sílabas, palavras e frases; o que é novo são os códigos, porque a representação em Braille é muito diferente da escrita. O ideal é que a criança que nasce cega receba todas as orientações que a vidente durante na alfabetização: noções de orientação, lateralidade, textura, forma, espessura, tamanho. É isso que os profissionais devem ter em mente – pontua Isabel.

Maquete do Pão de Açúcar

Os cursos têm como avaliação final a produção de novos recursos. O resultado é a confecção de cadernos de receitas, livros de cantigas de roda e até uma maquete do Pão de Açúcar, que servem de suporte para a especialização de novas turmas. Isabel afirma que as “obras” eventualmente também são adaptadas e enviadas a escolas sob demanda e tem facilitado o aprendizado de crianças e adolescentes e a integração com suas famílias.

– Não temos notícia de rejeição ao material. A criança que nasce cega não tem resistência porque o mundo que se apresenta para ela não é concreto, então qualquer informação tátil é bem-vinda. Já os adolescentes, pela própria fase de desenvolvimento, são mais rebeldes. Perder a visão nesse momento da vida é um fator complicante, por isso, orientamos a família a buscar apoio psicológico – aconselha a coordenadora.

Os alunos cegos e de baixa visão são orientados a se sentar o mais próximo possível do professor, para facilitar o entendimento das aulas. Alguns estudantes também gravam as explicações e transcrevem o conteúdo para o Braille, reforçando o aprendizado. Isabel afirma que as crianças não têm qualquer objeção em receber na classe um colega deficiente.

– Pelo contrário; elas ficam curiosas para aprender a manipular o material e entender como funciona o sistema Braille. Geralmente, o preconceito parte dos adultos, especialmente da própria família.

Orientação pedagógica

Trabalhando com deficientes visuais desde 1993, Isabel afirma que a demanda por materiais aumenta a cada ano. A tecnologia e a disseminação da informação têm sido elementos essenciais para a integração dos deficientes e o investimento em capacitação. A grande orientação pedagógica do CAP é mostrar aos familiares que os deficientes podem ser independentes.

– Ano passado, recebemos um menino de sete anos que tinha tudo nas mãos. Tivemos que convencer a mãe dele de que o filho é capaz de guardar o próprio brinquedo, se vestir ou ir ao banheiro sozinho. Se ele só começar a desenvolver essas habilidades na adolescência, a dificuldade será muito maior - acredita.

O CAP São Gonçalo é dotado de uma biblioteca, com livros didáticos recebidos da Fundação Dorina, de São Paulo, e do Instituto Benjamin Constant, que tem esquema de empréstimo, e um alfabetário, composto de miniaturas para que as crianças possam ter noção dos objetos.

A intenção agora é fazer parceria com outras escolas que ofereçam espaço para a realização dos cursos em horário noturno, já que a escola funciona até 16h. Cerca de 10 mil professores já foram capacitados no Ciep, onde também funcionam o Centro de Atendimento aos Surdos (CAES) e o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades (Naahs), que atende crianças superdotadas.
 

 

 
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