|
Notícias -
Saúde
|
|
Qua, 12 de Maio de 2010 09:57 |
|
Bebês cuja mãe ingere álcool durante a gestação podem apresentar comprometimentos físicos e mentais. Fonte: Tribuna de Petrópolis
Geralmente as mães começam a se preocupar com os filhos quando estes ainda estão na barriga, mas há casos onde os cuidados necessários com o bebê gerado não são tomados. Os motivos que geralmente levam uma mãe a ingerir bebida alcoólica durante a gestação vão desde o descaso e a falta de informação, até o descontrole provocado pelo alcoolismo. Os efeitos que o álcool provoca no feto recebem o nome de síndrome alcoólica fetal (SAF), que pode ter consequências como abortamento espontâneo, nascimento prematuro, crianças com hiperatividade, distúrbios cognitivos, retardo mental e até deformidades físicas. Não há níveis seguros. O consumo de bebida alcoólica na gravidez é sempre um risco. Os estudos sobre a SAF são antigos e segundo o ginecologista e obstetra Abílio Rodrigues Junior, não há como dizer a partir de que quantidade ingerida os efeitos negativos podem aparecer: “É claro que as chances de complicações aumentam em pacientes com uso crônico, mas é importante saber que um gole de bebida ingerido pela mulher chega ao feto através do cordão umbilical, portanto, o recomendado é não beber”, alerta. Quando a gestante consome o álcool por não saber dos prejuízos, o problema pode ser facilmente resolvido. Um pouco de esclarecimento é capaz de fazer com que esta mulher não repita a atitude inconsequente, já que ela tem controle sobre seus atos. Foi o que aconteceu com Michele de Moura Moraes, 27 anos, mãe de Hugo de 2 anos e grávida de 8 meses. Logo no início da primeira gestação ela foi orientada pela psicóloga com especialidade no tratamento de álcool e drogas, Leandra Iglesias e nunca colocou um copo com bebida alcoólica na boca durante a gestação. “Eu não precisava fazer isso, não tenho vícios e jamais ia fazer mal ao meu filho”. Porém, a situação se agrava quando envolve a dependência ao álcool, ou seja, quando a futura mamãe é alcoólatra. Neste caso, a ajuda psicológica se torna indispensável, além do acompanhamento do pré-natal. Começa então uma corrida contra o tempo, já que o primeiro trimestre da gestação, período de formação do sistema nervoso central, é decisivo. “Tanto a quantidade de álcool ingerida, quanto a concentração da bebida (diferença entre destilados e fermentados) e o período gestacional influeciam nos efeitos da SAF”, revela Abílio.
Vergonha faz com que elas escondam o problema Ao procurar ajuda, a mulher pode evitar uma série de consequências graves, assim como o arrependimento de ter sido responsável pelas deficiências causadas ao filho. M.C., 60 anos, tem dois filhos, hoje com 23 e 34 anos. Dependente do álcool desde os 14 anos, mas há 20 sem beber, ela conta que conseguiu se controlar na primeira gravidez, porém, o mesmo não aconteceu na segunda. “Eu bebi só um copo de uísque nos nove meses em que ‘esperei’ meu primeiro filho, mas não via a hora dele nascer, para eu poder voltar ao vício. Na gestação do caçula bebi em média um garrafão de 5 litros de vinho por dia. Envergonhada, não contava nada a ninguém, nem ao médico”, lembra. M.C., que encontrou auxílio no Alcoólicos Anônimos (AA) quando ainda morava na Itália, revela que no dia do parto do filho caçula estava bêbada e que este teve sérios problemas de sono durante os primeiros três anos e meio de vida. A psicóloga Leandra Iglesias ressalta que a insônia é um sintoma comum de abstinência, já que o feto consumia o álcool junto com a mãe. “Eu e meu marido investigamos, fizemos diversos exames, mas a causa do problema não era encontrada. Como eu bebia escondida e tinha vergonha, não revelava nada ao pediatra, porém, sabia que aquilo acontecia porque eu havia consumido bebida alcoólica”, diz M.C.. Ela conta que o filho conseguia dormir por no máximo 20 minutos e então acordava novamente. Além disso, era muito agitado e teve problemas no intestino. “Por não ter elasticidade no órgão, ele tinha dificuldade para evacuar. As fezes empedravam e meu filho ficou um bom tempo internado. O problema perdurou até que ele completasse os 6 anos de idade”, relata. Outro sintoma comum da SAF é o déficit de desenvolvimento intelectual. A criança tem dificuldades de aprendizado, o que só é percebido ao longo dos anos. “Geralmente uma má formação aparente, ou seja, uma deformidade física, é mais impactante, apesar dos problemas relacionados à parte intelectual serem importantes”, diz o obstetra. Ele ressalta que a mãe, tanto durante a gestação, quanto nas consultas pediátricas, deve informar ao médico sobre seu problema com o álcool. Dessa forma, o especialista pode encaminhar a paciente para terapia e tomar decisões mais certas em relação ao tratamento da gestante ou da criança.
Pesquisas revelam dados preocupantes Em caso de alcoolismo, o ideal é buscar tratamento antes de engravidar. Se a gravidez for inesperada, a procura por ajuda é indispensável e deve ser feita rapidamente. Segundo Leandra e Abílio, lamentavelmente o número de mulheres que consomem bebida alcoólica vem aumentando a cada dia. A psicóloga afirma, com base em pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), que de 2007 para cá, a iniciação à bebida por meninas na faixa etária dos 12 anos aumentou 90%. Leandra explica que o primeiro passo para iniciar o tratamento é identificar o interesse da mulher em parar. A partir daí, orientações como não incluir cerveja, vinho ou uísque nas compras de mercado e evitar ambientes onde o acesso à bebida seja facilitado são dadas à gestante. A profissional acrescenta que a SAF tem elevada incidência, sendo mais comum que os casos de síndrome de Down e paralisia cerebral. “A proporção é de 1 a 3 em cada 1000 nascidos vivos, ou seja, mais do que a síndrome de Down que é de 1 em cada 1000 e a paralisia cerebral, que afeta 1 em cada 1600 crianças”, aponta. M.C. revela que custou a se perdoar por não ter conseguido deixar de beber enquanto gerava o filho caçula e também por ter colocado a vida e o bem-estar dos filhos em perigo. “Além de ingerir álcool, eu não comia e não me cuidava direito. Apesar disso, o médico dizia que meu bebê estava crescendo demais, ou seja, o veneno ia todo para ele, já que eu só engordei 8 quilos. Eu tinha pavor de pensar que ele poderia nascer com alguma doença, como o diabetes. Um dia tomei coragem e fui bêbada à reunião. Fui muito bem recebida, como todos que procuram o AA, e saí convencida a não beber mais”, conta. A mulher que se mantém sóbria há 20 anos tem orgulho dos filhos, que são “joias raras” e sempre a apoiaram. Ela faz questão de conversar sobre o alcoolismo, alertar e esclarecer questões sobre a doença. Na opinião de M.C., as mulheres sofrem mais com o preconceito e ao mesmo tempo têm mais vergonha de assumir a doença. Porém, o melhor caminho é mesmo o tratamento. “Em Petrópolis são vários grupos do AA que funcionam em diversos bairros da cidade. Basta ligar para o escritório e se informar sobre qual o mais próximo de casa ou do trabalho. Não precisa marcar, nem se identificar e a pessoa não tem obrigação de nada. Qualquer um é bem-vindo. Não se trata de religião e o que é dito ali fica ali. Eu recuperei minha vida e ganhei uma porção de amigos”, comemora.
Leia mais em: Tribuna de Petrópolis
|
|
|
Publicidade
CAP CONTABILIDADE
40 anos de bons serviços.
Contabilidade de empresas, escrituração
fiscal e comercial.
Tel:(21)2527-1858 / 2527-2153
E-mail: capcontab@gmail.com
MARCELO CAR
Compro / Vendo - Auto e moto
Inteiro, batido, podre, velho, endividado, com débito, utilitário,
ex-taxi, com multas.
Vou ao local - Município do RJ.
Tel.: (21)7800-8627
FESTAS E EVENTOS
Alugo Cama Elástica e brinquedos para festas, eventos, shows e etc. O barato da sua festa com divertimento garantido
(21)3457-4259 8413-4093(OI)
9677-2891(VIVO) 7970-3893(TIM)
9285-3227(CLARO) dscadalton@hotmail.com
|