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Pesquisa do IBGE aponta que os brasileiros estão mais dispostos a gastar com salão de beleza do que com educação.
É fato que o brasileiro está mais preocupado com sua própria imagem. Podemos constatar tal afirmação ao observar que o nosso país é o terceiro maior mercado de beleza, em nível mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Japão. Segundo dados divulgados pelo instituto Data Popular em 2010, o povo brasileiro gasta por ano 43 milhões de reais com produtos de higiene e cuidados pessoais. Deste valor, a classe média é responsável por 45,64%.
Entre os principais produtos procurados pelos consumidores estão: cremes corporais, faciais, perfumes, esmaltes e maquiagens. E não para por aí. Dados do IBGE, também de 2010, assustam. Segundo a pesquisa, os brasileiros estão mais dispostos a gastar com salão de beleza, perfumes e sapatos do que com educação. A compra de perfumes, por exemplo, consome em média 0,8% do orçamento das famílias brasileiras. O mesmo percentual é gasto com cursos superiores.
A diretora-executiva da ABEVD (Associação Brasileira de Vendas Diretas), Roberta Kuruzu, analisa o crescimento nacional do mercado de beleza e aponta suas possíveis causas. ”O aumento de renda, os preços acessíveis dos produtos de qualidade e também os lançamentos estão fazendo com que o mercado de higiene pessoal e beleza mantenham índices de desenvolvimento muito acima das expectativas de crescimento do PIB, permitindo que o Brasil fique entre os mais competitivos nesse segmento”, afirma Roberta.
O desenvolvimento do setor estético no Brasil também está associado à ascensão das classes D e C da sociedade, além da facilidade de parcelamentos e a divulgação dos produtos e serviços nos meios de comunicação. Tudo isso leva homens e mulheres a tirarem a mão do bolso e investirem na aparência. “Quando a divulgação obtém resultados satisfatórios, os produtos se tornam cada vez mais conhecidos. Isto acaba aguçando a curiosidade das pessoas que buscam conhecer melhor um determinado produto e consequentemente auxilia no crescimento das vendas”, explica Josie Silva, assessora de imprensa especializada no ramo de cosméticos.
Grandes empresas de produtos de beleza atuam fortemente na economia nacional. A Natura, por exemplo, desde 2004 abriu o seu capital para os mais importantes índices do mercado de ações brasileiro, como Ibovespa; Índice de Governança Corporativa (IGC); Morgan Stanley Composite Index (MSCI), referência para investidores estrangeiros, entre outros.
O diretor regional da marca, Luis Renato Bueno, acredita que o crescimento do mercado de beleza irá se expandir para outros países e levanta a possibilidade deste tipo de indústria se desenvolver ainda mais no Brasil. “O mercado de cosméticos no Brasil e na América Latina oferece muitas oportunidades para as empresas. A Natura, por sua vez, lança seus diferenciais competitivos no momento em que essas regiões apresentam perspectivas positivas. A atratividade do mercado também traz o aumento da competição, mas ainda vejo muito espaço de crescimento no mercado nacional”, aposta o diretor.
Vaidade x economia doméstica
Luis Renato Bueno afirma ainda que as mulheres continuam sendo as maiores consumidoras de produtos e serviços de beleza. “A brasileira cada vez mais ousa na cosmética, como nas cores da maquiagem e mudanças no visual dos cabelos. Isto acontece por conta da consolidação de uma cultura de moda no país, que abre muito à criatividade e também a inovações”.
Os preços dos serviços de beleza são bem variáveis. No mercado existem diversas opções, desde as tradicionais manicures, que custam em média 20 reais, até tratamentos faciais a laser, que podem chegar a 500 reais. A empresária Zenilda Souza encontrou uma alternativa para manter a vaidade e ao mesmo tempo economizar dinheiro. “Como já tive câncer de pele, a minha maior preocupação é com o rosto. Gasto em média, por mês, 250 reais com cremes e protetor solar. Para compensar, eu mesma faço as hidratações em meu cabelo e cuido das unhas”, conta.
Fonte: O Estado RJ Online
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