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Fonte: Diversas

Fonte: Tribuna de Petrópolis Serra com ares flamencos
A cultura alemã não é a única que interessa aos petropolitanos, principalmente por suas danças típicas. A arte flamenca tem atraído e conquistado cada vez mais os moradores da Cidade Imperial com todo o charme e paixão que são mostrados nos movimentos da dança. Prova disso é o projeto Paixão Flamenca na Serra, que será realizado pela segunda vez em Petrópolis com o professor Renato Marques e terá início no próximo dia 10, no Centro de Cultura Raul de Leoni. Grande apaixonado por este estilo de dança, o carioca Renato Marques pretende com o projeto criar vários núcleos flamencos dentro das escolas de dança da cidade dando aos amantes da dança mais uma modalidade para se encantarem. “Quero fazer com que os profissionais da dança se interessem pela dança flamenca e queiram assim desenvolver sua própria linguagem, dentro do universo da música e da dança flamenca”, explica. O professor deixa claro que o seu objetivo não é ser um concorrente ou mais um a querer disputar o mercado de trabalho na cidade, mas sim levar a modalidade para as academias. “O meu desejo é fazer sempre que for possível e necessário um workshop para reciclar e poder orientar os profissionais daqui”. O primeiro evento realizado por Renato aconteceu no último fim de semana de janeiro e a procura do público surpreendeu o coreógrafo. “A primeira experiência foi maravilhosa. Não imaginei que teria tantos alunos, pois era início do ano e mais o fato de eu ser um estranho na cidade. Isso tudo supostamente contando contra o evento e tive a felicidade de ser surpreendido por uma turma tão grande e calorosa”, conta o professor, que recebeu dos alunos as reações mais diversas, mas uma em comum, a vontade de querer mais. Renato conta que participaram do primeiro workshop profissionais de dança, praticantes de atividades físicas, desde dançarinos de dança de salão até pessoas que nunca estiveram antes numa aula de dança. “Foi mágico. Talvez tenha sido a reação e o carinho dos alunos que me fizeram voltar à cidade para um novo work seguido de um show”, revela. O sucesso e a procura para conhecer a arte flamenca foi tão grande que este segundo evento será realizado durante todo o mês de abril, nos finais de semana, e ao final do curso será apresentado o espetáculo Flamencos de Mi Sierra, que acontecerá no dia 8 de maio no Teatro Afonso Arinos. Os níveis das turmas serão divididos por técnica. Na aula dos principiantes será trabalhada a base de cada elemento da dança flamenca e na dos intermediários o trabalho será direcionado mais para a coreografia. De acordo com o bailaor, o workshop é voltado para todas as pessoas que se identifiquem ou que tenham interesse em conhecer a musicalidade e a expressão flamenca. “A dança flamenca não é só uma atividade física. Mesmo que o aluno entre com essa intenção, ele logo perceberá que além do físico é preciso conhecer mais sobre ritmo e às vezes é difícil conseguir isso de um público juvenil”, explica o professor. As inscrições devem ser feitas até o dia 9. Havendo vagas no dia, os interessados poderão participar. Para saber mais informações e valores basta entrar em contato com Rose May Nogueira pelos telefones 9828-7748 / 2242-9710 / 2245-4617 e pelo e-mail
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ou direto com o professor Renato Marques pelos números (21) 9637-5732 / (21) 2521-8854 e pelo e-mail
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. “Antes de aprender, tem que conhecer o próprio corpo”
Para os interessados no projeto Paixão Flamenca na Serra, Renato já adianta um pouco do que podem esperar. “Muito trabalho, muitas informações e diversão, pois não há como trabalhar com dança e só pensar em trabalhar de forma acadêmica. É preciso ter leveza para poder trabalhar com o corpo”. A linguagem utilizada por Renato é bem diferente das que normalmente são usadas nas escolas tradicionais. Depois de tantos anos se dedicando e pesquisando a dança flamenca e passando isso para os alunos, o coreógrafo descobriu que a técnica é importante, mas o que é mais relevante é quem vai executar, com quem está trabalhando e que rotina essa pessoa tem. “Às vezes, nós profissionais, esquecemos que aquele que busca a informação desconhece e, na maioria das vezes nunca esteve perto da nossa rotina, que é dançar, repetir, ensaiar e por isso muitos profissionais se tornam arrogantes ou até mesmo grosseiros por não perceberem que ele está lidando com alguém que mal conhece o próprio corpo, que não tem a mesma percepção, a mesma visão sobre o mesmo tema, que para ele pode ser fácil ou óbvio”, comenta Renato, que hoje sabe que é preciso um tempo de maturação entre aluno e professor. “Tempo para que eu me permita conhecer o outro e dar a ele o tempo da descoberta de suas limitações e aptidões. Só assim saberei orientá-lo de forma mais segura e objetiva”, completa.
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