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Promotor pede a prisão de pai e madrasta
Denúncia foi entregue hoje à Justiça; casal é também acusado de fraude processual, por ter alterado cena do crime Fonte: Diário do Vale | FolhaPress |  | Manifesta: Populares pedem justiça no caso do assassinato de Isabella
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SÃO PAULO
O promotor Francisco Cembranelli se manifestou ontem favorável à prisão do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, 5, assassinada em 29 de março em São Paulo. Para o promotor, a criança foi asfixiada por Anna Carolina e jogada do sexto andar do edifício London (zona norte) pelo pai. A denúncia (acusação formal) foi entregue hoje à Justiça. No documento, Cembranelli também responsabiliza o casal por fraude processual - por ter alterado a cena do crime. O casal é acusado de homicídio qualificado contra Isabella, com três agravantes - motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O inquérito da morte foi finalizado pela Polícia Civil no dia 30 de abril. A defesa do casal já se manifestou contrária à medida e avalia não haver justificativas para que seja decretada a prisão preventiva do casal. Agora, caberá ao juiz aceitar ou não a denúncia - ou seja, decidir se abre ou não processo contra o casal. Novamente, a liberdade do casal Alexandre Nardoni e Anna Jatobá dependerá do juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana (zona norte). No dia 2 de abril, ele determinou a detenção temporária dos suspeitos pelo prazo de 30 dias. Caso o magistrado atenda ao mais recente pedido de detenção da polícia, Nardoni e Anna Jatobá poderão apresentar um habeas corpus (pedido de soltura) ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Neste caso também entrará em cena novamente o desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, que determinou a libertação do casal no dia 11 de abril, ao conceder uma liminar ao habeas corpus apresentado pelos defensores dos indiciados. Na oportunidade, Almeida alegou que não havia provas conclusivas de que os suspeitos haviam praticado o crime ou de que pretendiam atrapalhar as investigações ou fugir. O texto do despacho do desembargador foi contundente ao afirmar que a decretação da prisão temporária por Fossen havia sido exagerada. Sob a pressão de ter tido uma decisão anulada pelo desembargador, agora o juiz de primeira instância terá de voltar ao caso mais uma vez e definir o futuro do casal. O promotor de Justiça Francisco José Taddei Cembranelli, responsável pelo caso Isabella, já adiantou que na denúncia a ser apresentada à Justiça não vai abordar todos os aspectos e circunstâncias do crime e deve evitar principalmente aqueles relativos à motivação do assassinato. “Na denúncia só vou incluir o que eu puder provar. E as provas que temos já são suficientes para o início da ação penal”, afirmou na última sexta-feira.
Defesa de casal só tomará medidas após decisão do juiz
A defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, denunciados à Justiça ontem pela morte da menina Isabella, afirmaram que só vão se manifestar a respeito da decisão do Ministério Público em oferecer a denúncia e o pedido de prisão preventiva após a análise do juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri de Santana (zona norte), que irá analisar o parecer do promotor Francisco Cembranelli. Cembranelli sustenta que a criança foi asfixiada por Anna Carolina e jogada do sexto andar do edifício London (zona norte) pelo pai. A acusação formal entregue à Justiça responsabiliza o casal por fraude processual - por ter alterado a cena do crime. “Já sabíamos que ele [Cembranelli] iria oferecer a denúncia e pedir a prisão. Não é novidade alguma a posição dele. A defesa não tomará medida alguma por enquanto. Isso [fraude processual] é mais uma coisa que terá de ser provada por ele [promotor]”, afirmou Rogério Neres de Sousa, um dos três advogados de defesa do casal. Segundo Sousa, o casal nega que tenha alterado a cena do crime. Ele afirmou que um advogado integrante da equipe de defesa está de “plantão” no Fórum de Santana aguardando ter acesso às cópias do relato do promotor. Sousa negou que a defesa vá solicitar um habeas corpus preventivo a favor do casal. Fonte: Diário do Vale
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