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Perícia faz reconstituição do crime Durante a permanência dos peritos no apartamento, a janela foi aberta e fechada diversas vezes Fonte: Diário do Vale | Agência Folha |  | Encenação: Perita segura a boneca que foi usada para simular o crime que vitimou a menina Isabella
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São Paulo
Terminou por volta das 17h15 de ontem a reconstituição da morte de Isabella Nardoni, 5, assassinada há quase um mês quando foi lançada do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo. Moradores de um prédio vizinho ao apartamento onde a menina morava participaram da reconstituição. Os peritos foram até o quarto andar do edifício localizado ao lado do London e realizaram testes de som. Eles também analisaram mapas que seriam do edifício. Durante a permanência dos peritos, a janela foi aberta e fechada algumas vezes. Depoimentos colhidos pela Polícia Civil durante as investigações relatam que vizinhos teriam ouvido barulho de discussões de Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, pai e madrasta da garota. Os dois são apontados como suspeitos pelo crime. Eles negam. Do apartamento vizinho é possível avistar a janela do quarto ocupado pelo casal. Depois de saírem do prédio, os peritos foram até o edifício London. Um casal de vizinhos foi até a boneca que simula a garota e repetiram os gestos que fizeram no dia da morte de Isabella. Eles colocaram as mãos no pescoço -dando a entender que estavam checando se a garota estava com pulsação- e relataram o que disseram e para onde foram. Um homem - com peso e tamanho compatíveis com o de Alexandre Nardoni, pai de Isabella - passou uma boneca pela tela de proteção do quarto dos irmãos da menina. Em seguida, ele soltou a boneca -que não caiu porque estava presa a cordas. A simulação chocou os jornalistas que acompanhavam a reconstituição. Para fazer a cena, o homem primeiro passou as pernas da boneca, depois o corpo e, em seguida, soltou primeiro a mão esquerda e depois a direita. A boneca teria peso e tamanhos iguais ao de Isabella. A tela de proteção usada na reconstituição não é a original, que foi retirada para análise. Para fazer a simulação, a perícia usou a tela que estava no quarto de Isabella e colocou no quarto dos irmãos - de onde o corpo foi jogado. Após jogar a boneca, os peritos fizeram marcas na parede externa do prédio - que representariam o rastro deixado pelo corpo antes de chegar ao chão. De acordo com informações de policiais, a boneca não foi jogada pela janela devido ao alto custo -teria custado cerca de R$ 2.000. Os principais suspeitos do caso -Alexandre Nardoni, pai da menina, e Anna Carolina Jatobá, a madrasta-, não compareceram à reconstituição, diminuindo a duração dos trabalhos -a previsão inicial era que a simulação durasse até dez horas. Segundo a polícia, as agressões à menina começaram no carro. A madrasta a asfixiou e o pai a soltou da janela, depois de segurá-la pelos pulsos do lado de fora da janela do sexto andar. Já o casal diz que alguém invadiu o apartamento e jogou a menina pela janela. Fonte: Diário do Vale
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